segunda-feira, julho 10, 2006

chegada

chegar em casa

abrir as malas

e os arquivos

desfazer a cama

refletir sobre

simplesmente

estar vivo

a finitude do planeta

a imensidão do infinito

apreender o ciclo

da lua

e da terra

a intuição do fogo

chama que arde

queima

como as gotas

da água

chuva

que

cai

2 comentários:

andré balbino disse...

belo poema refletindo imagens extasiantes
poesia na alma
dessa gente que canta e que encanta
imagens das esferas
luas
que vem
que vão
o mato chora
gotas
lúdicas
saudades
embaciando
olhos
de fina
mira.........(bem vindos todos)

Cel Bentin disse...

meu amor é com gota de chuva,
que desacelera aos poucos e bate, insistentemente contra o vidro. calado recorta uma trilha, maciço demarca distâncias... (mônica castellano) - essa janela me lembrou desses versos assim, veloz feito a chuva de lá fora! ô tempestade! paz e bem pra ti!